Produção de texto orientada pela professora Fernanda Pereira. O mote para a escrita de um texto de opinião consistiu na seleção de 3 a 5 palavras que cada aluno relacionasse com vivências no confinamento. O texto que se segue foi produzido pela aluna Nelisa da Costa, do 12 LHA.

 

 

 

É muito fácil acreditar que estes problemas que envolvem a pandemia, Covid 19, quarentena, isolamento social e por aí fora, têm deixado o mundo inteiro apreensivo e com medo do amanhã.

           O ano de 2020 tem sido designado, atualmente, como o ano das desgraças, pois, infelizmente, não há quem consiga descansar. Dentre os vários problemas que sucederam ao “Feliz Ano Novo”, a Covid 19 é a protagonista. Com apenas 9 meses e 20 dias de “vida”, com o seu contágio e a sua facilidade de adaptação, a Covid 19 é a estrela. Estando presente nas variadas plataformas digitais mundiais (não está se está a se fazer o uso de uma hipérbole!), cativa os nossos pulmões e deixa-nos sem fôlego com as suas apresentações diárias.

           Confinados em casa, fomos obrigados a seguir a apologia musical de cinco grandes filósofos, o Panda e os Caricas com o seu discurso encorajador sobre lavar as mãos. Todavia a quarentena ajudou-nos a perceber a importância da criatividade, para que os dias fechados em casa não se tornassem excessivamente monótonos. Eu, por exemplo, pude desenvolver os meus dotes de escrita aldrabada e consegui terminar de escrever um livro.

           Como nem tudo são flores, houve pessoas que não desenvolveram o espírito de resiliência e, por causa desse descuido, o índice de depressão em Portugal tem conquistado números elevados.

           Por outro lado, a principal prioridade dos jovens portugueses foi andar por aí a espalhar folhetos com caras sorridentes e arco-íris pelas ruas, afirmando que “tudo vai ficar bem”. No entanto, dos mesmos criadores de “tudo vai ficar bem”, temos: “mi máscara es su máscara”, “só se vive uma vez e não é a Covid que me vai matar”, etc, etc.

           Em suma, ao invés de estarmos a desperdiçar papéis em vão e a prejudicar ainda mais o meio ambiente, que também já não é grande coisa, devemos começar a cuidar de nós mesmos, cumprindo todos as medidas necessários para evitar a propagação do vírus. Lembrem-se, o vilão não é o ano de 2020, o vilão é a ignorância humana.

 

Nelisa da Costa.

12 LHA

Outubro 2020