De Itália, a verruma do vento

a planície enlouquecida de luz.

Partiram, a pressa do comércio

a ave urgente colhida no corpo.

 

Na viagem, cerziram cidades

urdiram espaços e escolhos

urdiram a hera da esperança

o rumor da seda na luz da cal.

 

Na ânsia do lar, olharam a tarde.

As colinas cobertas de tojo

o rio pelos salgueiros sombreado.

Repousaram na água da aurora.

 

Jorge Carreira Maia, 1979 (professor AEGP)