Citando o decreto lei 55/2018 de 6 de julho: “ A sociedade enfrenta atualmente novos desafios, decorrentes de uma globalização e desenvolvimento tecnológico em aceleração, tendo a Escola de preparar os alunos, que serão jovens e adultos em 2030, para empregos ainda não criados, para tecnologias ainda não inventadas, para a resolução de problemas que ainda se desconhecem”.

Perante as preocupações relativamente aos jovens da sociedade atual e ao seu futuro, a Escola tem que enfrentar novos desafios que a ajudem a desenvolver nos alunos competências que lhes permitam questionar os saberes estabelecidos, integrar conhecimentos emergentes, comunicar eficientemente e resolver problemas complexos – tornarem se cidadãos autónomos!

Por isso, perante os desafios implementados através do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, a Escola foi obrigada a enfrentar mudanças que estão a conduzir necessariamente a alterações ao nível das suas práticas.

Uma dessas alterações que se tem sentido a nível de todo o país prende-se com o papel que é atribuído à Biblioteca Escolar.

Recuando um pouco no tempo, recordemos o distante ano de 1996, ano em que pelas mãos da Dra. Teresa Calçada foi criado o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. Pretendeu-se, então, criar uma Rede de Bibliotecas instaladas nas Escolas e cuja missão maior seria fazer leitores!

Numa primeira fase tratou-se da arrumação do espaço, com áreas específicas e devidamente identificadas para cada forma de utilização. As bibliotecas deixaram, então, de ser aquele espaço fechado, com os livros guardados em estantes fechadas à chave e onde o silêncio tinha que imperar.

Um novo conceito de biblioteca estava a nascer!

Nas escolas, as bibliotecas escolares transformaram-se em espaços onde apetece estar! Aliando o aprender ao lazer, os seus utilizadores passaram a entrar na biblioteca à procura daquele sítio onde encontram o livro, onde encontram recursos áudio e vídeo, onde encontram equipamentos de apoio ao acesso à informação, onde encontram os jornais e revistas, onde encontram música… a biblioteca passou a ser uma casa onde cabe o mundo e toda a gente!

Passaram mais de 20 anos e… a Escola está em mudança!

Neste contexto, a Biblioteca Escolar tornou-se numa estrutura capaz de contribuir de forma significativa para as alterações na ação educativa contempladas no documento “O perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória”. Composta por um grupo de profissionais devidamente qualificados para darem respostas a solicitações em várias áreas do saber, nomeadamente as leituras e literacias, assim como a implementação e dinamização de projetos, a Rede de Bibliotecas Escolares, também, em parceria com outras instituições, conquistou de facto um lugar no coração da Escola atual.

Hoje, através de candidaturas a projetos específicos, não só as próprias bibliotecas escolares, mas também as Escolas, conseguem aceder a muitas oportunidades que lhes permite proporcionar aos seus utilizadores a aquisição de competências e conhecimentos que os preparam para uma vida ativa e autónoma, perante todos os desafios que a sociedade lhes coloca todos os dias!

 

Dra. Filomena Rúbio - Coordenadora Interconcelhia da RBE